Usualmente os livros escolares concentram a contribuição do negro no universo musical, dança, culinária e, no máximo, da religião. Contudo, ao aportar no Brasil traziam um patrimônio cultural material e imaterial que contam sobre sua história, trajetória e vida: são seus artefatos, hábitos e rituais, textos orais e escritos, seus folguedos e jogos, sua cultura lúdica, histórias, sua tecnologia e trabalho. Fragmentos que vão compor o mosaico que constitui o povo brasileiro desde antes.
Seus folguedos e seus jogos, muito mais do que “meros objetos ou atividades divertidas” representam sua prática social, as complexas relações potencializadas pelo lúdico em espaços de fronteiras étnicas e culturais, da qual não só os jogadores participam, mas toda a comunidade ao seu modo, ora acompanhando, ora interferindo nas relações que ocorrem durante sua realização.
A integração da dimensão lúdica à sala de aula, evidenciando as contribuições das diversas culturas que nos constitui, povo brasileiro, certamente favorecerá a construção e consolidação construindo referenciais sobre a identidade étnico-racial a salvo dos preconceitos que inundam a sociedade.
Prof. Rosemary Ramos
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