Este espaço para trocar idéias lúdicantes nasceu e foi tomando forma bem devagarzinho, a medida que avancei em minha trajetória enquanto professora e pesquisadora.
As primeiras vivências lúdicas tem origem em minha infância, quando brincava de "cozinhado", capitão (alguns de vocês conhecem como sete pedrinhas), subia em árvores, brincava de bonequinhas de recortar, ou simplesmente me deleitava com as leituras. Em seguida, recém formada no curso de "magistério", fui desafiada a lecionar para classes de ensino fundamental, com, em média, 40 crianças entre 6 a 10 anos. Como fazer com que se interessassem em nossas aulas quando um universo riquíssimo descortinava do lado de fora?
Esta foi a mola propulsora que me fez pesquisar estratégias criativas e lúdicas que conciliassem com o cotidiano disciplinador da sala de aula, despertando o "prazer" e interesse pelos estudos.
Alguns anos depois, dedicando-me à formação de professores no ensino superior, o fenômeno "ludico" começa a ser avistado como uma possibilidade de implementar aulas mais criativas, que favoreçam /contribuam com a consolidação de aprendizagens significativas em nossos educandos, adultos, jovens, alguns nem tanto, mas todos "sujeitos aprendentes".
Agora, tenho ampliado estas reflexões para o âmbito da gestão, não só escolar, por compreender que o lúdico faz parte da estrutura e da natureza humana.